O Tribunal Superior de Londres decidiu nesta quarta-feira que o
fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, deve ser deportado para a
Suécia para responder às quatro acusações de supostos abusos sexuais. As
informações são do jornal britânico “The Guardian”.
Com a decisão, Assange poder ser extraditado para a Suécias em até 10
dias. No entanto, segundo a publicação, ele deve retornar ao país apenas
no final deste mês.
Ao deixar o tribunal, Assange fez questão de declara à imprensa que
"não havia sido acusado oficialmente por nenhum crime e nenhum país" e
que nós próximos dias vai anunciar seus próximos passos.
O fundador do WikiLeaks ainda tem 14 dias para entrar com um recurso na
Suprema Corte, o que a sua defesa já afirmou que irá fazer, contra a
decisão do tribunal. Se a Suprema Corte acatar sua apelação, ele
permanecerá em Londres aguardando uma nova audiência.
A Suécia acusa Assange de três delitos de agressão sexual e um de
estupro após a denúncia de duas mulheres que garantiram que os fatos
aconteceram em agosto de 2010. Já a defesa alega que a extradição a
Suécia seria "injusta e ilegítima".
O caso
Em fevereiro, um juiz britânico aprovou a entrega de Assange às
autoridades suecas ao argumentar que o diretor do WikiLeaks teria um
julgamento justo, mas essa decisão foi recorrida em março pelos
advogados do ativista no Tribunal Superior de Londres.
Ao dar sinal verde para extradição em fevereiro, o juiz Howard Riddle
argumentou que o sistema judiciário sueco é suficientemente sólido para
considerar que Assange enfrentará um julgamento com garantias.
O juiz também observou que as declarações das duas mulheres que
apresentaram as denúncias demonstraram que não houve consentimento na
relação sexual e afirmou que no Reino Unido essas acusações também
seriam consideradas como estupro.
Um dos requisitos legais neste país para dar sinal verde a uma ordem
europeia de detenção e entrega é que o delito possa ser equiparado na
legislação nacional.
Riddle rejeitou também o argumento de que os direitos humanos do
australiano estariam ameaçados se fosse processado no sistema judiciário
sueco.
Porém, em sua apelação, Assange pediu em julho à Justiça que atenda seu
recurso por considerar que o processo é "juridicamente defeituoso" e
esconde motivos políticos.
Se o recurso no Tribunal Superior de Londres não for aceito, a defesa
de Assange pode apelar à Corte Suprema, instância máxima judicial
britânica.
O jornalista, cujo site revelou os detalhes de milhares de informações
confidenciais das embaixadas dos Estados Unidos em todo o mundo, foi
detido em Londres em dezembro de 2010 depois que as autoridades
britânicas receberam a ordem de extradição das autoridades suecas.
Fonte: uol


07:29
evidenciarock
Postado nas categorias:
0 comentários:
Postar um comentário